Contaminação da água
O aumento da contaminação da água é uma das características mais importantes e cruéis do uso dos recursos hídricos em todo o mundo. Nos países em desenvolvimento, são poucas as cidades que contam com estações de tratamento para os esgotos domésticos, agrícolas e industriais, incluindo os agrotóxicos.
Até agora os seres humanos, a fauna e a flora vêm sobrevivendo às situações de mudança, mas se a contaminação aumentar, a capacidade de regeneração e adaptação diminuirá, acarretando a extinção de espécies e de ambientes que antes se constituíam em fonte de vida. Por isto, é urgente um processo de planejamento para prevenir e reduzir a possibilidade de ocorrerem estes danos.
Durante muito tempo, foi alimentada a falsa noção de que os recursos naturais, aí incluídos os recursos hídricos, seriam infinitos e, por isso, não acabariam nunca. Pior ainda foi a crença de que os rios e mares poderiam ser um meio para a lavagem de objetos sujos ou, ainda, que equivaleriam a um depósito para sobras e dejetos indesejáveis que “a água lavaria e levaria embora” para longe. Por conta disso, grande parte da água doce disponível para consumo humano e das águas costeiras já está comprometida, devido ao aumento da contaminação dos corpos d’água superficiais por produtos químicos tóxicos e pela presença de microorganismos patogênicos emergentes que resistem aos tratamentos convencionais de esgoto.
Entretanto, a mesma água que traz e permite tantos benefícios também pode causar danos e destruir toda uma sociedade, todo um organismo.
Devido à má utilização, despejo inadequado de esgotos, resíduos tóxicos, óleos e deficiência no sistema de tratamento de água, ela pode veicular inúmeros microorganismos causadores de doenças prejudiciais à saúde humana.
As diferentes intervenções humanas no meio ambiente, como construções de grandes cidades, devastação de florestas, dragagem de áreas alagáveis, entre outras atividades, têm causado grandes alterações no ciclo da água (Esteves, 1998).
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