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Conter o desperdício, gerenciar os recursos hídricos e impedir a poluição dos rios e mares passou a ser a meta para a preservação da vida, o que motivou o ex-secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) Kofi Annan (1997-2006) a instituir o Dia Mundial da Água celebrado todos os anos, no dia 22 de março. Desde então, o Dia Mundial da Água tem contribuído para manter uma mobilização organizada de pessoas de todas as partes do mundo, além de fortalecer a consciência da importância da proteção e do gerenciamento da água doce do planeta.
Nas palavras de Annan, durante a Conferência das Nações Unidas em Nova York, em 2002, o início deste século e milênio foi marcado pela confirmação de que “mais de 1 bilhão de pessoas no mundo não dispõem de água potável” (o mesmo que água limpa). Diante de uma situação como essa ninguém pode ficar parado. Desde então, a reversão deste quadro passou a ser uma urgência e, para ela acontecer, Annan conclamou os representantes de todas as partes do mundo para que se unissem em torno de ações precisas, rápidas e produtivas em defesa da água. Defender a água nada mais é do que defender a vida, na medida em que ela é um bem natural indispensável à vida.
O fato de ocupar grande parte do planeta Terra e se mostrar imponente e abundante no mapa-múndi, sob a forma de rios, mares e oceanos, pode não querer dizer muita coisa. Embora a água chegue encanada à casa de parte das famílias, ainda assim, todos nós vivemos sob a ameaça de em pouco tempo termos de sobreviver sem ela. Ou pior: termos de viver com uma água contaminada, imprópria para o uso.
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