O que se espera do voluntário? (continuação)

5. A ação voluntária deve ter um foco, uma meta a ser alcançada, que suscite parceria e união entre os membros da equipe da escola (diretores, professores, alunos, pais e funcionários) e as pessoas da comunidade. Isso constitui uma peça fundamental para o sucesso do projeto. A ação voluntária, na medida do possível, deve estar planejada, prevista e integrada ao projeto político-pedagógico da escola. (Mais informações em A criação de projetos participativos na seção “Sobre a água”.)

6. A ação voluntária, que é parte do projeto educativo de cada escola, precisa ter objetivos específicos compartilhados, priorizados de acordo com as necessidades de cada comunidade, geralmente diferentes em cada uma das escolas. O projeto de cada comunidade escolar junto à ação voluntária deve ser acompanhado, avaliado e reajustado durante a sua execução.

7. Professores, alunos e suas famílias são diferentes. Voluntários, como todos os seres humanos, também são diferentes, têm ritmos de trabalho e demandas muito pessoais. Uns preferem atuar sozinhos, outros em grupo. Uns precisam apoiar projetos já iniciados, enquanto outros chegam à instituição com muitos planos e projetos por fazer. O importante é que sejam respeitados os modos de ser de cada voluntário e, ao mesmo tempo, a personalidade de cada escola.

8. O voluntariado precisa cumprir os compromissos que estabeleceu livremente com a instituição. Todos os compromissos assumidos precisam ser cumpridos por ambas as partes. Para cumprir seus compromissos, o voluntário deve conhecer seus limites e suas possibilidades, suas competências, limitações etc. Cada voluntário deve saber o número de horas que pode dedicar à instituição e as melhores possibilidades e áreas de atuação. O respeito à freqüência, à assiduidade e à pontualidade anteriormente acordadas, deve ser observado para favorecer vínculos afetivos e de confiança.

9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social e, como tal, o voluntário deve ser um representante e defensor de causas e também de pessoas excluídas em qualquer contexto ou natureza. Em muitos casos cabe ao voluntário promover uma aproximação entre as pessoas de cada comunidade e, se possível, dela com outras comunidades. Quando isso acontece, fica facilitada a união entre diferentes comunidades em torno de projetos comuns.

10. O VOLUNTÁRIO NÃO É OU NÃO DEVE SER:

  • o faz-tudo da instituição;
  • um elemento que atua apenas na falta de outros;
  • uma pessoa obediente que não lute por um espaço para expor a própria opinião e também para fazer com que a mesma seja ouvida e considerada;
  • alguém que demonstre comportamentos preconceituosos em qualquer aspecto;
  • utilizado como mão-de-obra sem direito de participação nas atividades de planejamento escolar, nas tomadas de decisões e no momento de elaboração dos projetos coletivos da instituição.

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